quarta-feira, 25 de março de 2009

1 - FIM DA CICLOVIA A 50M

Identidades anônimas, nômades
Que simplesmente existem e tentam ser
Sem algo a se mostrar
Ou a se realizar para outrens
É o Ser para o Nada e
Não vangloriar o que se É, para o Tudo.
Identidades anônimas, nômades
Seres microscópicos que andam e comem
E falam e não vêem sentido em nada
Porque Ser Nada é Tudo.
Tudo é o Universo.
Cada universo vivo se expande e se contrai
Também sofre, pelo eterno sofrimento inerente ao ser;
No eterno ciclo existencial dos seres.
A liberdade de ser é também sair ou
Supor que poderíamos sair deste ciclo, desde círculo.
Somos a crítica da vida. E a vida é indefinível em muitos níveis,
Por isso sofremos. O que dizer então depois disso?
Vai e vem que somos, a Mudança é a constância dos seres...

Estagnar os seres é como negar a vida.
Como aceitar então a Mudança? Como ser sempre
E sempre mudando?
Penso em Samsara, meu estômago dói,
Se revira como num círculo, sou Eu e Sou muitas
Todos os amigos e amantes que não tenho
Nenhuma informação é capaz de suprir os meus males de Ser

Os males do Brasil são: Amor, Preguiça e Compaixão.
É preciso estar aqui e agora, minha mente foi e não voltou.
Eu nasci e escolhi não estar mais neste lugar.

Quem sou eu? Onde estão os moldes?
Quero algum para vesti-los.
A carapaça de falar de uma profissão, de um casamento, de uma família e de filhos!
Sim, de filhos! Como poderia pensar...
Não quero estar aqui, não quero os moldes de Ser, mas também não quero sofrer.
Tantos dias sem escrever que até me perco.
As experiências do cotidiano parecem banais, parecem estáticas e desinteressantes.

Felicidade é para pouco acessar.
Onde estou eu? Onde está o outro?
Eu quero é pra barriga voltar.

Um comentário:

Denise de Moraes Cardoso disse...

você tem um propósito. a sua alma escolheu estar aqui, nesse tempo e espaço por um propósito maior. em sidarta, existe um trecho na qual ele percebe um rio, e que esse rio não é só a sua foz, a corredeira, as pedras e plantas no caminho ou onde ele deságua... ele é tudo isso, assim como não nos fugiu a criança do passado,não somos a jovem, a mãe, a velha de um futuro... e sim, a totalidade. força de durga, uma guerreira no seu caminho... amo... saudades